CUT: 30 anos transformando o Brasil

 

A CUT esteve sempre presente nos mais importantes movimentos de transformação do Brasil

Discurso proferido pelo Deputado Francisco Chagas no Plen√°rio da C√Ęmara Federal na quarta-feira dia 28/08.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, aproveito esta oportunidade para parabenizar e registrar nos Anais da C√Ęmara do Deputados os 30 anos de funda√ß√£o da CUT ‚ÄĒ Central √önica dos Trabalhadores, que neste m√™s de agosto v√™m sendo comemorados por todo o Pa√≠s com o slogan: 30 anos transformando o Brasil.


A CUT esteve sempre presente nos mais importantes movimentos de transforma√ß√£o do Brasil, como: luta no enfrentamento √† ditadura militar, campanha das Diretas J√°, no processo constituinte que elaborou a Constitui√ß√£o Cidad√£ de 1988, no movimento pela anistia, no processo eleitoral que culminou com a elei√ß√£o de um metal√ļrgico para Presidente da Rep√ļblica.


Fundada em 28 de agosto de 1983, na cidade de S√£o Bernardo do Campo, S√£o Paulo, durante o 1¬ļ Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT), a CUT nasce com o princ√≠pio de defender a liberdade e autonomia sindical e com o entendimento e compromisso de que os trabalhadores e trabalhadoras t√™m o direito de decidir livremente sobre sua forma de organiza√ß√£o.


Criada no período em que o País vivia sobre a ditadura de um regime militar, caracterizado pela repressão, ausência de democracia, perseguição política, censura, tortura e morte de companheiros, como Virgílio Gomes da Silva, operário e dirigente sindical da minha categoria, morto sob tortura em 1969, a CUT se junta a outros movimentos políticos e culturais, protagonizando o chamado novo sindicalismo, a partir da retomada do processo de mobilização da classe trabalhadora, fundamental na luta pela redemocratização do País, e contrapondo-se ao sindicalismo oficial corporativo, há muito estagnado.


Com representação em todos os Estados e no Distrito Federal, através das CUTs Estaduais, a Central Única dos Trabalhadores consolida-se nestes seus 30 anos de lutas como a maior central sindical do Brasil e da América Latina, e a 5ª maior do mundo, com mais de 3.400 entidades filiadas.


Quando comemoramos esses 30 anos de muitas lutas, perdas e conquistas, temos tamb√©m que ressaltar o aprendizado adquirido neste per√≠odo e olhar para o futuro sem perder o protagonismo por um Pa√≠s mais justo, democr√°tico, com maior distribui√ß√£o de renda, mais sa√ļde, mais educa√ß√£o, com igualdade social como marca de um legado.


Iniciei minha trajet√≥ria pol√≠tica no movimento sindical, perten√ßo √† categoria dos qu√≠micos de S√£o Paulo, antes de representar o povo paulistano por tr√™s mandatos na C√Ęmara Municipal, e hoje neste Parlamento. Sou militante sindical e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Ind√ļstrias Qu√≠micas, Farmac√™uticas e Pl√°sticas de S√£o Paulo, o qual foi reunificado a partir de 1993, depois de d√©cadas de interven√ß√£o.


N√≥s, Congressistas, temos o dever de debater e votar os projetos que tramitam nesta Casa e que s√£o reivindica√ß√Ķes antigas da classe trabalhadora, como, por exemplo, 40 horas semanais sem redu√ß√£o salarial, o fim do fator previdenci√°rio, dentre outros.


Portanto, Sr. Presidente, não poderia nesta data, fundamental para a luta dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, deixar de fazer desta tribuna minha homenagem à CUT, na pessoa do seu Presidente Nacional, Vagner Freitas, e do Adir Santos, Presidente da CUT no Estado de São Paulo, e a todos seus filiados pela luta que vem desempenhando nestas três décadas de sua existência, sempre voltada para melhoria da vida dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras.