EM DEFESA DA PETROBR√ĀS

petrobras

“O maior alvo da Privataria Tucana sempre foi e continua sendo a Petrobr√°s, a maior e mais s√≥lida empresa p√ļblica do nosso pa√≠s, e um patrim√īnio do povo brasileiro.”

¬†¬†¬†¬†¬† Fica a cada dia mais evidente que a oposi√ß√£o brasileira n√£o tem projeto para governar o Brasil. Ou melhor, governaram este pa√≠s por oito anos e s√≥ n√£o privatizaram todas as empresas p√ļblicas porque foram derrotados em tr√™s elei√ß√Ķes consecutivas.

¬†¬†¬†¬†¬† O maior alvo da Privataria Tucana sempre foi e continua sendo a Petrobr√°s, a maior e mais s√≥lida empresa p√ļblica do nosso pa√≠s, e um patrim√īnio do povo brasileiro.

      A oposição demo-tucana que governou este país entre (1995 e 2002), quebrou o monopólio estatal da Petrobrás, escancarou a terceirização, privatizou alguns setores e unidades da empresa, reduziu drasticamente os efetivos próprios, estagnou investimentos em exploração, produção e refino, e ainda, tentou mudar o nome da Petrobrás para Petrobrax. Conforme afirma em Nota, a FUP РFederação Única dos Petroleiros, publicada em 25 de março deste ano, sob o título: Não deixaremos sangrar a Petrobrás no ringue das disputas eleitorais.

      Foi motivada por toda esta desconstrução da Petrobrás, implantada pela oposição nos anos em que governou este país,  e não custa lembrar, que ocorreu alguns dos maiores acidentes ambientais no país e o afundamento da P-36.

¬†¬†¬†¬†¬† O modelo de pol√≠tica desenvolvida nos √ļltimos 11 anos para √°rea do petr√≥leo, √© direcionada para devolver ao povo brasileiro uma empresa verdadeiramente p√ļblica e voltada para os interesses nacionais.

       Senão vejamos os dados, e dos quais fazemos questão de comparar:

Em 2002, a Petrobr√°s valia R$ 30 bilh√Ķes e sua receita era de R$ 69,2 bilh√Ķes, com um lucro l√≠quido girando em torno de R$ 8,1 bilh√Ķes e os investimentos n√£o passavam de R$ 18,9 bilh√Ķes.

¬†Em 2012, apenas um d√©cada depois, no governo Lula e Dilma, a Petrobr√°s passou a ter um valor de mercado de R$ 260 bilh√Ķes, uma receita que subiu para R$ 281,3 bilh√Ķes, lucro l√≠quido de 21,1 bilh√Ķes, e com os investimentos multiplicados atingindo R$ 84,1 bilh√Ķes.

¬†¬†¬†¬† E em mat√©ria de capital humano, em 2002, a Petrobr√°s contava com um efetivo de 46 mil trabalhadores pr√≥prios, produzia 1 bilh√£o de 500 mil barris de petr√≥leo por dia e tinha uma reserva de 11 bilh√Ķes de barris de √≥leo.

¬†¬†¬†¬†¬† Em 2012, o efetivo de trabalhadores quase que dobrou passando para 85 mil trabalhadores, produzindo 2 bilh√Ķes de barris de √≥leo por dia, aumentando suas reservas para 15,7 bilh√Ķes de barris de petr√≥leo.

¬†¬†¬†¬†¬† Foram os investimentos da √ļltima d√©cada que possibilitaram a Petrobr√°s descobrir uma nova fronteira petrol√≠fera, o Pr√©-Sal, levando a empresa a caminhar para tornar-se umas das maiores gigantes produtoras de energia do planeta, apesar da crise econ√īmica mundial.

¬†¬†¬†¬†¬†¬† Portanto, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, mais uma vez a Petrobr√°s volta a ser colocada no centro de uma disputa mesquinha por parte da oposi√ß√£o, que esfor√ßa-se com o claro intuito de desmoralizar a gest√£o p√ļblica da empresa e estancar toda essa pol√≠tica de avan√ßo na √°rea do petr√≥leo, rebaixando-a para ficar mais vulner√°vel ao capital estrangeiro.

¬†¬†¬† A cria√ß√£o da CPI √© uma declara√ß√£o expl√≠cita da oposi√ß√£o que, reafirmo, n√£o tem projeto para o Brasil e, quer sangrar a maior empresa p√ļblica deste pa√≠s, reconhecida mundialmente pela excel√™ncia no descobrimento de petr√≥leo e g√°s em √°guas profundas.

¬†¬†¬† √Č vis√≠vel a forma eleitoreira como os defensores da CPI, somados¬† a uma velha m√≠dia, querem desgastar a Petrobr√°s e a lideran√ßa da Presidenta Dilma, onde pesquisas eleitorais recentes refletem o apoio popular a nossa Presidenta, indicando uma vit√≥ria ainda em primeiro turno.

¬†¬†¬†¬†¬† Na segunda-feira (31), jornais de circula√ß√£o nacional publicaram Notas da Petrobr√°s. A primeira, intitulada: SBM Offshore – Conclus√£o da Apura√ß√£o Interna da Petrobr√°s -, aborda os resultados a que chegaram as apura√ß√Ķes da Comiss√£o Interna de Apura√ß√£o, concluindo que n√£o encontrou fatos ou documentos que evidenciem pagamentos de propina a empregados da empresa. E ainda, afirma que durante os trabalhos da Comiss√£o Interna, foram prestados esclarecimentos a Controladoria-Geral da Uni√£o e ao Minist√©rio P√ļblico; e o relat√≥rio final desta Comiss√£o ser√° encaminhado a CGU, ao MPF e ao Tribunal de Contas da Uni√£o.

¬†¬†¬†¬†¬† Hoje (02), a companhia holandesa SBM divulgou os resultados de uma investiga√ß√£o interna sobre as den√ļncia de suborno, onde a conclus√£o √© de que n√£o h√° evid√™ncias dignas de cr√©dito de que o seu representante no¬† Brasil tenha feito ‚Äúpagamentos impr√≥prios a funcion√°rios p√ļblicos, incluindo empregados da companhia estatal‚ÄĚ, em refer√™ncia a Petrobr√°s.

¬†¬†¬†¬†¬†¬† A segunda Nota, informa sobre a constitui√ß√£o de comiss√£o interna da Petrobr√°s, para apurar os processos de compra da¬† Refinaria de Passadena, no Texas, com 45 dias para apresentar suas conclus√Ķes. A referida Nota diz ainda, que desde dezembro de 2012, a Empresa vem atendendo as solicita√ß√Ķes dos √≥rg√£os p√ļblicos e de controle, como: CGU, TCU, MPF, CVM e Requerimentos de Informa√ß√£o de Parlamentares, fornecendo informa√ß√Ķes e documentos sobre a compra da Refinaria. O Relat√≥rio Final da referida Comiss√£o tamb√©m ser√° encaminhado ao TCU, MPF e CGU.

      Portanto, e diante de todas estas medidas adotadas pela Presidência da Petrobrás e suas Diretorias, não vejo o por que da instalação de uma CPI, a não ser para fins puramente eleitoreiros, como é o caso da Comissão Externa criada nesta Casa, de autoria da oposição, para investigar a Petrobrás na Holanda.

        Estou em comum acordo com a Nota divulgada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), e não nos calaremos e não aceitaremos, como não aceitamos no passado que correntes com pensamento conservador e elitista associados aos neo-aliados, tentem nova investida no sentido da privatização desta empresa que é orgulho e símbolo de luta do povo brasileiro.

 Era o que tinha a dizer.

Discurso proferido pelo Deputado Francisco Chagas ontem no plen√°rio da C√Ęmara.

 


Crescimento de 111% de empregos formais em relação a fevereiro de 2013

O Deputado Francisco Chagas, em pronunciamento hoje na C√Ęmara Federal falou sobre a import√Ęncia das pol√≠ticas adotadas pelo Governo Federal para atingir esse crescimento no n√ļmero de empregos formais, em especial o programa REINTEGRA.

Leia abaixo o seu pronunciamento na íntegra:

O SR. FRANCISCO CHAGAS (PT-SP. Pronuncia o seguinte discurso.) РSr. Presidente, Sras. e Sr. Deputados, o Ministério do Trabalho e Emprego, divulgou no dia de ontem (17), os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), referente ao mês de fevereiro deste ano, anunciando que foram criados 260.823 empregos formais, ou seja, com carteira assinada. Isto significa um crescimento mais que o dobro do registrado em fevereiro do ano passado, com 123,4 mil postos gerados, representando um aumento de 111%.


Esse √≠ndice √© quase dez vezes maior que o n√ļmero de empregos formais gerados no m√™s anterior, onde foram criados 29 mil empregos com carteira assinada, demonstrando que o m√™s de janeiro foi de ajuste do emprego, e em fevereiro houve a retomada com for√ßa total.


O dado divulgado pelo M.T.E. é o segundo melhor saldo para o mês na série histórica do CAGED, ficando atrás apenas do registrado em fevereiro de 2011, quando o mercado formal registrou a geração de 280.799 postos. Estes dados nos mostra que no Governo da Presidenta Dilma a geração de emprego apresenta crescimento comparáveis aos melhores anos do governo do Presidente Lula.


Ainda, segundo o CAGED, no acumulado dos √ļltimos 12 meses foram criados 1.157.709 postos de trabalho, e no per√≠odo compreendido entre janeiro de 2011 a fevereiro de 2014, foram geradas 4.792.529 vagas de trabalho, um crescimento de 10,88% sobre os dados de dezembro de 2010.


Em termos setoriais ocorreu expansão em seis dos oito setores do mercado de trabalho, um desempenho acima da média para os meses de fevereiro entre os anos de 2003 a 2013. Portanto, são 10 anos de uma política voltada para geração de emprego e renda, fazendo com que o Brasil enfrente a crise internacional com pleno emprego.


Os dados do CAGED mostram tamb√©m uma realidade, que √© fruto da pol√≠tica de gera√ß√£o de emprego e distribui√ß√£o de renda adotada pelo Governo Lula ‚Äď Dilma, que √© o crescimento de postos de trabalho com carteira assinada de forma generalizada em todos os setores e todas as regi√Ķes do pa√≠s, n√£o ficando, como aconteceu em governos anterior, concentrados no sul e sudeste e possibilitando que os trabalhadores permane√ßam nas suas regi√Ķes evitando a migra√ß√£o para os grandes centros e regi√Ķes metropolitanas.


Outro ponto que quero destacar nos dados do CAGED, √© o aumento da gera√ß√£o de emprego na ind√ļstria, com cria√ß√£o de quase 52 mil novos postos de trabalho em 11 dos 12 segmentos que a integram.


Para o Ministério do Trabalho e Emprego os dados divulgados mostram uma forte reação do mercado de trabalho, e com a expansão registrada no mês de fevereiro completa sete meses consecutivos de desempenho superior. Esta expansão vai garantir a irrigação da economia brasileira por muito tempo, resultado do pleno emprego em que vivemos.


N√£o h√° d√ļvida de que as pol√≠ticas adotadas pelo Governo na gera√ß√£o de novos postos de trabalho foram fundamentais para chegarmos as esses n√ļmeros. A√ß√Ķes, no sentido da desonera√ß√£o de diversos setores da ind√ļstria como foi o caso da ind√ļstria qu√≠mica; disponibiliza√ß√£o de cr√©dito a juros baixos; medidas como o REINTEGRA (Regime Especial de Reintegra√ß√£o de Valores Tribut√°rios para as Empresas Exportadoras), que foi fundamental na gera√ß√£o de emprego, e que defendo que seja prorrogado at√© 31 de dezembro de 2017, de forma progressiva: sendo 1% do valor da receita exportada at√© 31 de dezembro de 2014, a partir de 1¬ļ de janeiro de 2015, a al√≠quota passaria a 3% e, em 1¬ļ de julho de 2015, seria vari√°vel por setor ‚Äďentre 3% e 6%, at√© 31 de dezembro de 2019, nos moldes do que est√° sendo proposto para inclus√£o no Projeto de Convers√£o da MP 628/2013, que se encontra tramitando e pronto para ordem do dia da Comiss√£o Especial. S√£o estas e outras a√ß√Ķes implantadas, que foram essenciais para atingirmos estes n√ļmeros expressivos de empregos formais gerados nos mais variados setores.


Muito j√° fizemos nestes √ļltimos 10 anos com pol√≠ticas voltadas para cria√ß√£o de emprego, e os dados do CAGED confirmam isso, mas quero concordar com o que disse o Ministro do Trabalho, quando da divulga√ß√£o desses dados: Agora, temos que qualificar esse emprego para ter competitividade e disputar a supremacia mundial.


Era o que tinha a dizer.

 

Crescemos com Distribuição de Renda

GKT_6248 Gabriela Korossy (1)

¬† No seu artigo o Presidente Lula traz detalhes sobre o grande salto que o Brasil deu; seja econ√īmico, seja social; pois a pol√≠tica adotada desde 2003 foi de crescer com distribui√ß√£o de renda. Muito diferente do fez o governo FHC, que preferiu o caminho da privatiza√ß√£o ao fortalecimento das empresas p√ļblicas, patrim√īnio do povo brasileiro.

Abaixo o discurso proferido pelo Dep Francisco Chagas no Plen√°ria da C√Ęmara hoje, dia 26 de fevereiro


O SR. FRANCISCO CHAGAS (PT-SP. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o jornal Valor Econ√īmico, na sua edi√ß√£o de ontem(25), publicou artigo do Presidente Lula, intitulado: Por que o Brasil √© o pa√≠s das oportunidades; onde ele faz uma retrospectiva dos 11 anos de mandato do Partido dos Trabalhadores a frente dos destinos da na√ß√£o brasileira.


No texto, o Presidente Lula traz detalhes sobre o grande salto que o Brasil deu; seja econ√īmico, seja social; pois a pol√≠tica adotada desde 2003 foi de crescer com distribui√ß√£o de renda. Muito diferente do fez o governo FHC, que preferiu o caminho da privatiza√ß√£o ao fortalecimento das empresas p√ļblicas, patrim√īnio do povo brasileiro.
S√≥ para termos uma ideia, e os n√ļmeros colocados no artigo mostram com clareza este crescimento com justi√ßa social; o PIB cresceu em d√≥lares, neste per√≠odo, quase quatro vezes e meia, superando U$ 2,2 trilh√Ķes. O com√©rcio externo saltou de U$ 108 bilh√Ķes para 480 bilh√Ķes ao ano, colocando o Brasil entre os cinco maiores destinos de investimentos externo direto.


A infla√ß√£o, que a oposi√ß√£o tanto fala aqui desta tribuna que est√° fora de controle, foi reduzida de 12,5% em 2002, para 5,9% nos dias de hoje; e os esfor√ßos da equipe econ√īmica continuam para traz√™-la ao centro da meta. A d√≠vida p√ļblica l√≠quida foi reduzida praticamente pela metade do que t√≠nhamos no governo tucano, caindo dos 60,4% para 33,8%.


Os investimentos do setor industrial, apoiados pelos Governo Lula e Dilma, com a disponibiliza√ß√£o de cr√©dito e desonera√ß√Ķes, mostra que n√£o somos apenas grandes produtores de gr√£os – setor important√≠ssimo no equil√≠brio da balan√ßa comercial -, seja na produ√ß√£o vinda do agroneg√≥cio, seja na produ√ß√£o da agricultura fam√≠lia. Mas tamb√©m nos destacamos como grandes produtores em outros setores, como: o automobil√≠stico, o de m√°quinas agr√≠colas, o de avi√Ķes e o de alum√≠nio, dentre outros.


A implantação de políticas sociais colocou os mais pobres no centro do mercado consumidor, reduzindo as desigualdades e gerando oportunidades de consumo para aqueles que antes nunca fizeram parte das pesquisas que avaliam o crescimento nas vendas, principalmente no varejo.


Foram gerados neste per√≠odo, mais de 21 milh√Ķes de empregos de acordo com pesquisa recente divulgada pelo IBGE; e 36 milh√Ķes de brasileiros e brasileiras sa√≠ram da pobreza extrema, al√©m dos 42 milh√Ķes que alcan√ßaram a classe m√©dia.
Para o pessimistas de plant√£o, queremos que nos mostrem e ao povo brasileiro, quantos pa√≠ses conseguiram tanto, em t√£o pouco tempo, com democracia plena e institui√ß√Ķes est√°veis?, pergunta o Presidente Lula em seu artigo.


Hoje o Brasil deixou de ser um país vulnerável, enquanto que do final da década de 90 até2002, apenas uma neblina em qualquer economia dos chamados países ricos ou desenvolvidos, causava uma tempestade na economia brasileira.

 
O Brasil disp√Ķe hoje de reservas que chegam a U$ 376 bilh√Ķes, e isto significa que temos mais de dez vezes o que t√≠nhamos em 2002. Que outro grande pa√≠s, al√©m da China, tem reservas superiores a 18 meses de importa√ß√Ķes?volta a indagar o Presidente Lula, em seu brilhante artigo.


V√°rias s√£o as indaga√ß√Ķes feitas pelo Presidente Lula neste artigo, para os que diariamente tentam mostra um pa√≠s em crise, um caos, onde sabemos que n√£o √© verdade. Mas em contraponto, o Presidente Lula demonstra o quanto o Brasil √© hoje um pa√≠s diferente; competitivo, com economia est√°vel, com gera√ß√£o de empregos acima de 10,5 milh√Ķes, enquanto o resto do mundo destru√≠a 62 milh√Ķes de empregos, segundo a OIT.

 
Enquanto a oposi√ß√£o trabalha na dire√ß√£o da pol√≠tica do quanto pior melhor, como tentaram fazer ontem aqui neste plen√°rio, sem sucesso, aprovar requerimento de comiss√£o externa para investigar den√ļncias contra a Petrobr√°s, feitas por um ve√≠culo de comunica√ß√£o como a revista Veja que vem ao longo dos √ļltimos 11 anos tentando denegria a imagem do nosso Governo, a Petrobr√°s investe US$ 236 bilh√Ķes para dobrar a produ√ß√£o at√© 2020, colocando o Brasil entre os seis maiores produtores mundiais de petr√≥leo. Quantos pa√≠ses oferecem oportunidades como est√°s, volta a perguntar o nosso Presidente Lula.


Em resposta aos que tentam cotidianamente desqualificar o trabalho que vem sendo desenvolvido na Petrobr√°s por sua presidenta Gra√ßa Foster, seus diretores e todos os demais trabalhadores, a resposta veio nesta ter√ßa-feira (25), com a divulga√ß√£o do seu balan√ßo do ano de 2013, onde obteve um crescimento de 11% em rela√ß√£o a 2012, alcan√ßando um lucro de R$ 23,6 bilh√Ķes.


Na Embraer a situa√ß√£o n√£o √© diferente, onde o lucro de R$ 777 milh√Ķes no ano passado, e divulgado ontem (25), com um crescimento em rela√ß√£o a 2012 de 11,5% foi acima da expectativa do mercado, e seus dirigentes afirmam ter atingido todas as principais estimativas para 2013.


Na √°rea da educa√ß√£o os investimentos foram triplicados, e o Presidente Lula novamente faz algumas indaga√ß√Ķes e apresenta os n√ļmeros dos avan√ßos neste setor. Vejamos: ‚ÄúQual o pa√≠s no mundo, segundo a OCDE, que mais aumentou o investimento em educa√ß√£o? Que triplicou o or√ßamento federal do setor; ampliou e financiou o acesso ao ensino superior, com o Prouni, o FIES e as cotas, e duplicou para 7 milh√Ķes as matr√≠culas nas universidades? Que levou 60 mil jovens a estudar nas melhores universidades do mundo? Abrimos mais escolas t√©cnicas em 11 anos do que se fez em todo o S√©culo XX. O Pronatec qualificou mais de 5 milh√Ķes de trabalhadores. Destinamos 75% dos royalties do petr√≥leo para a educa√ß√£o.‚ÄĚ


Nestes onze anos de governo fizemos muito, mas sabemos que muito mais precisa ser feito, e o Presidente Lula, ressalta isto no seu artigo, quando afirma: √Č preciso fazer mais: simplificar e desburocratizar a estrutura fiscal, aumentar a competitividade da economia, continuar reduzindo aportes aos bancos p√ļblicos, aprofundar a inclus√£o social que est√° na base do crescimento. Mas n√£o se pode duvidar de um pa√≠s que fez tanto em apenas 11 anos.


Para finalizar, Senhor Presidente, quero apenas ressaltar mais um dado importante que faz parte do referido artigo, trata-se da ind√ļstria naval brasileira, que no governo FHC chegou a zero, e que no nosso governo foi reerguida e hoje emprega 78 mil pessoas e j√° √© a terceira maior do mundo.


Para encerrar, solicito a Vossa Excel√™ncia que autorize a divulga√ß√£o deste meu pronunciamento nos meios de comunica√ß√£o da C√Ęmara dos Deputados, e que fique registrado, na √≠ntegra, nos anais da Casa o artigo do Presidente Lula, anexo, ao meu pronunciamento.
Era o que tinha a dizer.

Leia abaixo o artigo do Presidente Lula

Por que o Brasil é o país das oportunidades

lula 2                                     Por Luiz Inácio Lula da Silva

Passados cinco anos do in√≠cio da crise global, o mundo ainda enfrenta suas consequ√™ncias, mas j√° se prepara para um novo ciclo de crescimento. As aten√ß√Ķes est√£o voltadas para mercados emergentes como o Brasil. Nosso modelo de desenvolvimento com inclus√£o social atraiu e continua atraindo investidores de toda parte. √Č hora de mostrar as grandes oportunidades que o pa√≠s oferece, num quadro de estabilidade que poucos podem apresentar.

Nos √ļltimos 11 anos, o Brasil deu um grande salto econ√īmico e social. O PIB em d√≥lares cresceu 4,4 vezes e supera US$ 2,2 trilh√Ķes. O com√©rcio externo passou de US$ 108 bilh√Ķes para US$ 480 bilh√Ķes ao ano. O pa√≠s tornou-se um dos cinco maiores destinos de investimento externo direto. Hoje somos grandes produtores de autom√≥veis, m√°quinas agr√≠colas, celulose, alum√≠nio, avi√Ķes; l√≠deres mundiais em carnes, soja, caf√©, a√ß√ļcar, laranja e etanol.

Reduzimos a infla√ß√£o, de 12,5% em 2002 para 5,9%, e continuamos trabalhando para traz√™-la ao centro da meta. H√° dez anos consecutivos a infla√ß√£o est√° controlada nas margens estabelecidas, num ambiente de crescimento da economia, do consumo e do emprego. Reduzimos a d√≠vida p√ļblica l√≠quida praticamente √† metade; de 60,4% do PIB para 33,8%. As despesas com pessoal, juros da d√≠vida e financiamento da previd√™ncia ca√≠ram em rela√ß√£o ao PIB.

Colocamos os mais pobres no centro das pol√≠ticas econ√īmicas, dinamizando o mercado e reduzindo a desigualdade. Criamos 21 milh√Ķes de empregos; 36 milh√Ķes de pessoas sa√≠ram da extrema pobreza e 42 milh√Ķes alcan√ßaram a classe m√©dia.

Quantos pa√≠ses conseguiram tanto, em t√£o pouco tempo, com democracia plena e institui√ß√Ķes est√°veis?

A novidade √© que o Brasil deixou de ser um pa√≠s vulner√°vel e tornou-se um competidor global. E isso incomoda; contraria interesses. N√£o √© por outra raz√£o que as contas do pa√≠s e as a√ß√Ķes do governo tornaram-se objeto de avalia√ß√Ķes cada vez mais rigorosas e, em certos casos, claramente especulativas. Mas um pa√≠s robusto n√£o se intimida com as cr√≠ticas; aprende com elas.

A d√≠vida p√ļblica bruta, por exemplo, ganhou relev√Ęncia nessas an√°lises. Mas em quantos pa√≠ses a d√≠vida bruta se mant√©m est√°vel em rela√ß√£o ao PIB, com perfil adequado de vencimentos, como ocorre no Brasil? Desde 2008, o pa√≠s fez super√°vit prim√°rio m√©dio anual de 2,58%, o melhor desempenho entre as grandes economias. E o governo da presidenta Dilma Rousseff acaba de anunciar o esfor√ßo fiscal necess√°rio para manter a trajet√≥ria de redu√ß√£o da d√≠vida em 2014.

Acumulamos US$ 376 bilh√Ķes em reservas: dez vezes mais do que em 2002 e dez vezes maiores que a d√≠vida de curto prazo. Que outro grande pa√≠s, al√©m da China, tem reservas superiores a 18 meses de importa√ß√Ķes? Diferentemente do passado, hoje o Brasil pode lidar com flutua√ß√Ķes externas, ajustando o c√Ęmbio sem artif√≠cios e sem turbul√™ncia. Esse ajuste, que √© necess√°rio, contribui para fortalecer nosso setor produtivo e vai melhorar o desempenho das contas externas.

O Brasil tem um sistema financeiro s√≥lido e expandiu a oferta de cr√©dito com medidas prudenciais para ampliar a seguran√ßa dos empr√©stimos e o universo de tomadores. Em 11 anos o cr√©dito passou de R$ 380 bilh√Ķes para R$ 2,7 trilh√Ķes; ou seja, de 24% para 56,5% do PIB. Quantos pa√≠ses fizeram expans√£o dessa ordem reduzindo a inadimpl√™ncia?

O investimento do setor p√ļblico passou de 2,6% do PIB para 4,4%. A taxa de investimento no pa√≠s cresceu em m√©dia 5,7% ao ano. Os dep√≥sitos em poupan√ßa crescem h√° 22 meses. √Č preciso fazer mais: simplificar e desburocratizar a estrutura fiscal, aumentar a competitividade da economia, continuar reduzindo aportes aos bancos p√ļblicos, aprofundar a inclus√£o social que est√° na base do crescimento. Mas n√£o se pode duvidar de um pa√≠s que fez tanto em apenas 11 anos.

Que pa√≠s duplicou a safra e tornou-se uma das economias agr√≠colas mais modernas e din√Ęmicas do mundo? Que pa√≠s duplicou sua produ√ß√£o de ve√≠culos? Que pa√≠s reergueu do zero uma ind√ļstria naval que emprega 78 mil pessoas e j√° √© a terceira maior do mundo?

Que pa√≠s ampliou a capacidade instalada de eletricidade de 80 mil para 126 mil MW, e constr√≥i tr√™s das maiores hidrel√©tricas do mundo? Levou eletricidade a 15 milh√Ķes de pessoas no campo? Contratou a constru√ß√£o de 3 milh√Ķes de moradias populares e j√° entregou a metade?

Qual o pa√≠s no mundo, segundo a OCDE, que mais aumentou o investimento em educa√ß√£o? Que triplicou o or√ßamento federal do setor; ampliou e financiou o acesso ao ensino superior, com o Prouni, o FIES e as cotas, e duplicou para 7 milh√Ķes as matr√≠culas nas universidades? Que levou 60 mil jovens a estudar nas melhores universidades do mundo? Abrimos mais escolas t√©cnicas em 11 anos do que se fez em todo o S√©culo XX. O Pronatec qualificou mais de 5 milh√Ķes de trabalhadores. Destinamos 75% dos royalties do petr√≥leo para a educa√ß√£o.

E que país é apontado pela ONU e outros organismos internacionais como exemplo de combate à desigualdade?

O Brasil e outros pa√≠ses poderiam ter alcan√ßado mais, n√£o fossem os impactos da crise sobre o cr√©dito, o c√Ęmbio e o com√©rcio global, que se mant√©m estagnado. A recupera√ß√£o dos Estados Unidos √© uma excelente not√≠cia, mas neste momento a economia mundial reflete a retirada dos est√≠mulos do Fed. E, mesmo nessa conjuntura adversa, o Brasil est√° entre os oito pa√≠ses do G-20 que tiveram crescimento do PIB maior que 2% em 2013.

O mais not√°vel √© que, desde 2008, enquanto o mundo destru√≠a 62 milh√Ķes de empregos, segundo a Organiza√ß√£o Internacional do Trabalho, o Brasil criava 10,5 milh√Ķes de empregos. O desemprego √© o menor da nossa hist√≥ria. N√£o vejo indicador mais robusto da sa√ļde de uma economia.

Que país atravessou a pior crise de todos os tempos promovendo o pleno emprego e aumentando a renda da população?

Cometemos erros, naturalmente, mas a boa not√≠cia √© que os reconhecemos e trabalhamos para corrigi-los. O governo ouviu, por exemplo, as cr√≠ticas ao modelo de concess√Ķes e o tornou mais equilibrado. Resultado: concedemos 4,2 mil quil√īmetros de rodovias com des√°gio muito acima do esperado. Houve sucesso nos leil√Ķes de petr√≥leo, de seis aeroportos e de 2.100 quil√īmetros de linhas de transmiss√£o de energia.

O Brasil tem um programa de log√≠stica de R$ 305 bilh√Ķes. A Petrobras investe US$ 236 bilh√Ķes para dobrar a produ√ß√£o at√© 2020, o que vai nos colocar entre os seis maiores produtores mundiais de petr√≥leo. Quantos pa√≠ses oferecem oportunidades como estas?

A classe média brasileira, que consumiu R$ 1,17 trilhão em 2013, de acordo com a Serasa/Data Popular, continuará crescendo. Quantos países têm mercado consumidor em expansão tão vigorosa?

Recentemente estive com investidores globais no Conselho das Am√©ricas, em Nova Iorque, para mostrar como o Brasil se prepara para dar saltos ainda maiores na nova etapa da economia global. Voltei convencido de que eles t√™m uma vis√£o objetiva do pa√≠s e do nosso potencial, diferente de vers√Ķes pessimistas. O povo brasileiro est√° construindo uma nova era ‚Äď uma era de oportunidades. Quem continuar acreditando e investindo no Brasil vai ganhar ainda mais e vai crescer junto com o nosso pa√≠s.

Luiz In√°cio Lula da Silva √© ex-presidente da Rep√ļblica e presidente de honra do PT

Esse artigo foi publicado no jornal o Valor em 25 fev

Criada a Comiss√£o Especial para discutir a PEC 301/2013

Na √ļltima quarta-feira o Presidente da C√Ęmara criou a Comiss√£o Especial que discutir√° a PEC 301/2013 – Medicamentos Mais Baratos. Ap√≥s essa fase ir√° ao Plen√°rio da C√Ęmara para discuss√£o e vota√ß√£o.

Leia abaixo o pronunciamento do Deputado Francisco Chagas.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, em primeiro lugar,eu quero cumprimentar o nosso Presidente Henrique Alves pela decis√£o e sensibilidade de criar a Comiss√£o Mista Especial destinada a proferir parecer sobre a Proposta de Emenda √† Constitui√ß√£o n¬ļ 301, ora apensada √† 491, que trata de retirar, de isentar de toda a carga tribut√°ria os medicamentos de uso humano, bem como toda a sua cadeia produtiva ‚ÄĒ insumos b√°sicos para a produ√ß√£o daqueles produtos em territ√≥rio nacional.

Ou seja, toda empresa brasileira ou estrangeira que queira produzir medicamentos para uso humano no Brasil teria a isenção completa dos tributos. Os impostos, que hoje são da ordem de 33,9%, incidem especialmente sobre aqueles produtos de que mais precisamos.


Então, Presidente, é importante que nós façamos isso, porque todos, cidadãs e cidadãos brasileiros, teremos um benefício na ponta da ordem de um terço do valor do produto hoje utilizado em todo o território nacional.

 
Isso √© muito importante, primeiro, porque vai acabar com a guerra fiscal entre os Estados, cada Estado estabelece o seu ICMS sobre o produto farmac√™utico; segundo, porque vai criar tamb√©m uma pol√≠tica p√ļblica industrial para fortalecer, desenvolver o setor farmoqu√≠mico no Brasil, pois hoje n√≥s temos uma produ√ß√£o inferior a 10%; terceiro, porque n√≥s vamos criar tecnologia, empregos e maiores investimentos; quarto, porque o benef√≠cio √© uma transfer√™ncia direta, da ordem de 19 bilh√Ķes, para o bolso do cidad√£o, do consumidor, daquele que, quando necess√°rio fazer uso do produto farmac√™utico, n√£o pode dele prescindir.

 
Eu quero aqui dizer que, semana passada, estive com o nosso Ministro da Sa√ļde, Alexandre Padilha, na cidade de Embu, e com o Prefeito, Chico Brito, para o lan√ßamento do produto Tacrolimo, que evita a rejei√ß√£o de transplantes. Foi um lan√ßamento feito por PDPs entre o laborat√≥rio Libbs e a FIOCRUZ, e pode oferecer hoje a mais de 25 mil pacientes no Brasil um produto mais barato, por ser desenvolvido com tecnologia brasileira.


Por √ļltimo, Presidente, registro que isso √© importante porque, com esse produto, a nossa economia nacional vai ser da ordem de 250 milh√Ķes/ano.


Então, parabéns ao Ministro Alexandre Padilha! Parabéns ao projeto da parceria entre FIOCRUZ e Libbs, porque vai beneficiar os brasileiros!


Peço a V.Exa., Sr. Presidente, a divulgação deste pronunciamento em A Voz do Brasil e nos outros meios de comunicação desta Casa.

Ainda sobre o banimento das “sacolinhas”

Dep Francisco Chagas fez um pronunciamento no plen√°rio da C√Ęmara sobre a pesquisa da FIPE mostrando que se as sacolas pl√°sticas deixassem de ser entregues pelos supermercados, a participa√ß√£o dos gastos com embalagens para transporte das compras e acondicionamento de lixo se elevaria de 0,1335% para 0,328%. Esse √© um percentual significativo, se comparado a itens essenciais, como feij√£o (0,393%) e arroz (0,743%).

 

O SR. FRANCISCO CHAGAS (PT-SP. Pronuncia o seguinte discurso.) – 04/12/2013
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados,

 

A Comiss√£o de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent√°vel da C√Ęmara do Deputados, realizou no dia de ontem, audi√™ncia p√ļblica para debater sobre as solu√ß√Ķes para o uso indiscriminado de sacolas pl√°sticas no Brasil. L√° estiveram representantes do Minist√©rio do Meio Ambiente, do Setor Produtivo, da Academia, dos Trabalhadores do Setor Pl√°stico e dos Catadores.


Para a maioria dos palestrantes e debatedores da audiência ficou evidente que, simplesmente, deixar de fabricar as sacolas plásticas colocando-as como vilã do meio ambiente não é uma medida acertada, e ainda, que a não distribuição gratuita pelos supermercados, causará um aumento significativo no orçamento das famílias paulistanas e brasileiras, principalmente as de menor renda.


√Č sobre o banimento das sacolas pl√°sticas dos supermercados que passo a discorrer sobre a pesquisa da FIPE (Funda√ß√£o Instituto de Pesquisa Econ√īmica) encomendada pela Plastivida Instituto S√≥cio Ambiental dos Pl√°sticos.


Estudo in√©dito no Brasil realizado pela Funda√ß√£o Instituto de Pesquisas Econ√īmicas (FIPE) mostra que, se as sacolas pl√°sticas deixassem de ser entregues pelos supermercados, a participa√ß√£o dos gastos com embalagens para transporte das compras e acondicionamento de lixo se elevaria de 0,1335% para 0,328%. Esse √© um percentual significativo, se comparado a itens essenciais, como feij√£o (0,393%) e arroz (0,743%). Segundo a pesquisa, os consumidores de baixa renda seriam os maiores prejudicados, j√° que seus gastos com embalagens para transportes de compras e descarte do lixo praticamente n√£o existem, uma vez que utilizam quase que exclusivamente as sacolinhas de supermercado para esses fins.


Custo mensal com embalagens para transporte das compras e descarte de lixo aumentaria 146,1%, ficando próximo aos gastos com itens como arroz e feijão.

 

A pesquisa foi realizada na cidade de São Paulo, em 648 domicílios, entre os meses de julho e agosto. Somados, esses lares gastam mensalmente um total de R$ 2.781,08 com embalagens para carregar compras e descartar o lixo doméstico, ou seja, R$ 4,29 por domicílio. O valor representa 0,1335% do gasto total mensal por domicílio estimado pela Fipe em R$ 3.213,83.


Na hipótese das sacolas plásticas deixarem de ser entregues gratuitamente pelos supermercados, os consumidores teriam de arcar com aumento de 146,1% nos gastos com embalagens para carregar compras e descartar o lixo doméstico. O desembolso total mensal das famílias para esse fim passaria de R$ 2.781,08 para R$ 6.844,14. O gasto por família aumentaria de R$ 4,29 para R$ 10,56. Esse valor passaria a representar 0,328% do orçamento mensal, estimado pela Fipe em R$ 3.213,83.


Objetivo e metodologia РO objetivo da pesquisa é mostrar quanto as famílias gastam atualmente e quanto passariam a gastar em um cenário no qual as sacolas plásticas deixassem de ser distribuídas gratuitamente pelos supermercados.
Foram ao todo 648 famílias entrevistadas na cidade de São Paulo. A despesa total do conjunto dos entrevistados, por mês, soma R$ 2.082,560,00, o que dá um desembolso por residência de R$ 3.213,83. A renda média das famílias entrevistadas é de em R$ 4.028,00, sendo seu valor mais frequente de R$ 2.000,00.


A Fipe avaliou tr√™s padr√Ķes atuais de uso das sacolas pl√°sticas: uso prim√°rio, no transporte das mercadorias do supermercado at√© as resid√™ncias; uso intermedi√°rio, para o recolhimento do lixo de cozinhas, banheiros, dormit√≥rios, fezes de animais etc.; uso final, na disponibiliza√ß√£o do lixo domiciliar para o recolhimento por parte do servi√ßo municipal de limpeza.


Para estimar um cenário sem sacolas plásticas, a Fipe avaliou o aumento de demanda de sacolas retornáveis e sacolas biodegradáveis no transporte das mercadorias até a residência, o aumento da demanda de sacos de lixo em substituição às sacolas plásticas nos usos intermediários e no uso final.

 
O gasto atual foi aferido estimando-se a quantidade de sacolas retorn√°veis, sacolas biodegrad√°veis, sacolas pl√°sticas e de sacos lixo atualmente demandadas pelos consumidores considerando-se os pre√ßos m√©dios de cada tipo de embalagem. A seguir, estimou-se a participa√ß√£o atual deste gasto no disp√™ndio total das fam√≠lias obtendo-se, desta forma, a participa√ß√£o atual no custo de vida. Uma vez averiguada as op√ß√Ķes da popula√ß√£o diante da elimina√ß√£o das sacolas pl√°sticas, foi poss√≠vel obter os novos padr√Ķes de consumo de embalagens e seu custo.


O estudo apurou que as sacolinhas s√£o usadas por 94% dos domic√≠lios no transporte das compras e reutilizadas para recolhimento de lixo de cozinha, banheiros, animais dom√©sticos, entre outras fun√ß√Ķes.


O valor mais frequente de idas ao supermercado por mês éde quatro vezes, sendo que a quantidade mais frequente de sacolas plásticas recolhidas por domicílio é de 60 sacolas.

 
A Fipe tamb√©m apurou que h√° dois padr√Ķes b√°sicos de utiliza√ß√£o de embalagens. H√° resid√™ncias (34,9% do total) que utilizam somente sacolas de supermercado para o recolhimento do lixo dom√©stico e disponibiliza√ß√£o direta para o lixeiro e outras que utilizam sacolas e sacos de lixo (57,7%). Observou-se que 44,9% dos domic√≠lios n√£o utilizam sacos de lixo especiais na disponibiliza√ß√£o do lixo para o lixeiro, ou seja, disponibilizam diretamente o lixo recolhido do domic√≠lio.

Era o que tinha a dizer.

Um julgamento nitidamente político

Ação Penal 470: cada vez mais evidente que foi um julgamento nitidamente político e influenciado pela mídia conservadora

Abaixo o discurso pronunciado pelo Deputado Francisco Chagas na sess√£o da C√Ęmara Federal de 20/nov

O SR. FRANCISCO CHAGAS (PT-SP. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero em primeiro lugar, prestar minha total solidariedade aos companheiros, que est√£o presos desde o √ļltima sexta-feira, extensivo a seus familiares, em especial, a fam√≠lia do Genoino que desde s√°bado est√£o aqui em Bras√≠lia acompanhando o desfecho do caso.


Em segundo lugar, quero associar-me as manifesta√ß√Ķes de rep√ļdio de v√°rios Deputados e Deputadas, feitas aqui desta tribuna, quanto a arbitrariedade e o espet√°culo deplor√°vel e midi√°tico, que foi a pris√£o de Genoino, Z√© Dirceu e Del√ļbio Soares.


O procedimento ilegal determinado pelo Presidente do STF, violando direitos b√°sicos dos r√©us da A√ß√£o Penal 470, deixa cada vez mais evidente que foi um julgamento nitidamente pol√≠tico e influenciado pela m√≠dia conservadora, que repercute a exaust√£o as condena√ß√Ķes de lideran√ßas petistas, ao mesmo tempo que dar espa√ßo midi√°tico ao algoz.

 
Neste dia em que comemoramos o Dia Nacional da Consci√™ncia Negra, quero deixar registrado nos anais desta Casa, que n√≥s do Partido dos Trabalhadores que sempre tivemos na luta pela igualdade uma de nossas principais bandeiras, realizamos no √ļltimo dia 10, o nosso Processo de Elei√ß√Ķes Diretas (PED), renovamos nossas dire√ß√Ķes, e decidimos que 20% das vagas nas chapas em disputas fossem preenchidas por negros e outras minorias raciais, fazendo com que isso tenha um significado concreto para reduzir as desigualdades. Hoje, nossa bancada no Congresso Nacional tem mais de 15% de congressistas pretos ou pardos.


O Estado brasileiro tem uma d√≠vida com a popula√ß√£o negra deste pa√≠s, pois foram mais de tr√™s s√©culos de escravatura, e nesses 10 anos do nosso Governo temos implantado pol√≠ticas p√ļblicas, como as cotas nas universidades e a cria√ß√£o da SEPPIR (Secretaria de Pol√≠ticas de Promo√ß√£o da Igualdade Racial), atrav√©s da Medida Provis√≥ria n¬ļ 111/2003, encaminhada o Congresso Nacional pelo Presidente Lula, apenas para citar algumas de tantas a√ß√Ķes e pol√≠ticas do nosso Governo. S√£o pol√≠ticas e meio institucionais para fortalecer a luta do povo negro brasileiro, dando oportunidades aos que nunca √†s tiveram.


Hoje, a hist√≥ria contempor√Ęnea, j√° pode escrever nos livros did√°ticos que temos o primeiro negro a ocupar a Presid√™ncia da Suprema Corte, indicado no Governo do Presidente Lula.


No entanto, também poderá escrever que este mesmo Presidente que por dever de ofício deve ser o principal guardião da Constituição Federal, fere a Constituição Cidadã, quando ilegalmente constituiu grave violação ao instituto do direito de defesa, princípio fundamental no Estado democrático de direito, ao mandar prender réus que ainda tem recursos a serem apreciados pelo pleno do STF, deixando de lado a imparcialidade, a universalidade da norma, do direito, além de sonegar documentos quando não indica o regime aberto para o qual os réus foram condenados, colocando-os em regime fechado.


Ratifico meu pensamento de um julgamento pol√≠tico, que tem o direcionamento de criminalizar o PT, a pol√≠tica e os pol√≠ticos. N√£o levando em considera√ß√£o nem mesmo a quest√£o humanit√°ria, que √© a situa√ß√£o de agravamento da sa√ļde do Companheiro Genoino, que est√° afastado do mandato por determina√ß√£o de uma junta m√©dica da C√Ęmara dos Deputados.


Laudo m√©dico divulgado na noite de ontem pelo IML de Bras√≠lia, confirma todo o entendimento dos cardiologistas que veem acompanhando o estado de sa√ļde do Genoino, mas mesmo diante da situa√ß√£o grav√≠ssima, n√£o se tem celeridade na avalia√ß√£o dos laudos, nem no pedido de pris√£o domiciliar.


A maneira como se comportou o relator da a√ß√£o penal 470, durante todo o julgamento midi√°tico, foi de ‚Äútratorar‚ÄĚ o direito de defesa e o contradit√≥rio, pois diante do pensamento discordante dos demais ministros havia sempre a tentativa de constranger quem legitimamente tem o direito de discordar.


N√≥s, do Partido dos Trabalhadores n√£o baixaremos a cabe√ßa e continuaremos na luta como estamos fazendo nesses 33 anos de nossa funda√ß√£o, e nos 10 anos de nosso governo, mudando a face do nosso pa√≠s com implanta√ß√£o de pol√≠ticas p√ļblicas direcionadas a igualdade de condi√ß√Ķes e oportunidades para toda popula√ß√£o brasileira.
Era o que tinha a dizer.

Embaixadores africanos dizem que Brasil hoje é referência para o mundo

 

Em homenagem ao Dia da Consci√™ncia Negra, numa iniciativa da deputada Iara Bernardi (PT-SP), embaixadores de pa√≠ses africanos foram recebidos nesta quarta-feira (20), em ato solene o presidente da C√Ęmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

O ato √© uma homenagem especial pelo dia 20 de novembro e tamb√©m para comemorar os 10 anos da Lei que institui a obrigatoriedade do ensino da hist√≥ria da √Āfrica nas escolas (Lei 10.639/03).

Ao falar em nome de todos os embaixadores africanos, a¬† embaixadora Eug√©nia Pereira Saldanha Ara√ļjo, da Guin√©-Bissau, afirmou que hoje o Brasil √© uma refer√™ncia para o mundo, especialmente¬† para os pa√≠ses africanos. ‚ÄúO Brasil nos inspira pela tecnologia social que, de forma efetiva e eficiente, vem¬† implementando ‚ÄĒ modelo √≠mpar de combate a pobrezacombate √† pobreza e das assimetrias sociais ‚ÄĒ e pelos resultados obtidos nessas duas √ļltimas d√©cadas‚ÄĚ.

‚ÄúEnquanto representante de um dos pa√≠ses africanos que ainda n√£o se reencontrou consigo mesmo, contamos e esperamos que o Brasil saiba partilhar esta tecnologia pol√≠tica com os nossos pa√≠ses, respeitando ‚ÄĒ como √© √≥bvio ‚ÄĒ a soberania de cada Estado‚ÄĚ, afirmou a embaixadora de Guin√©-Bissau.

Fonte: PT na C√Ęmara

SALVE o Dia da Consciência Negra! SALVE a Diversidade Racial!

SALVE o Dia da Consciência Negra!
SALVE a Diversidade Racial!

“Navio Negreiro”¬† -¬† Castro Alves

‘Stamos em pleno mar… Doudo no espa√ßo
Brinca o luar ‚ÄĒ dourada borboleta;
E as vagas ap√≥s ele correm… cansam
Como turba de infantes inquieta.

‘Stamos em pleno mar… Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro…
O mar em troca acende as ardentias,
‚ÄĒ Constela√ß√Ķes do l√≠quido tesouro…

‘Stamos em pleno mar… Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, pl√°cidos, sublimes…
Qual dos dous √© o c√©u? qual o oceano?…

‘Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das vira√ß√Ķes marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como ro√ßam na vaga as andorinhas…

Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.

Bem feliz quem ali pode nest’hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo ‚ÄĒ o mar em cima ‚ÄĒ o firmamento…
E no mar e no c√©u ‚ÄĒ a imensidade!

Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que m√ļsica suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!

Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!

Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra ‚ÄĒ √© o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia…
………………………………………………….

Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do p√°vido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar ‚ÄĒ doudo cometa!

Albatroz! Albatroz! √°guia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! d√°-me estas asas.

II

Que importa do nauta o berço,
Donde é filho, qual seu lar?
Ama a cadência do verso
Que lhe ensina o velho mar!
Cantai! que a morte é divina!
Resvala o brigue à bolina
Como golfinho veloz.
Presa ao mastro da mezena
Saudosa bandeira acena
As vagas que deixa após.

Do Espanhol as cantilenas
Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor!
Da It√°lia o filho indolente
Canta Veneza dormente,
‚ÄĒ Terra de amor e trai√ß√£o,
Ou do golfo no regaço
Relembra os versos de Tasso,
Junto às lavas do vulcão!

O Ingl√™s ‚ÄĒ marinheiro frio,
Que ao nascer no mar se achou,
(Porque a Inglaterra é um navio,
Que Deus na Mancha ancorou),
Rijo entoa pátrias glórias,
Lembrando, orgulhoso, histórias
De Nelson e de Aboukir.. .
O Franc√™s ‚ÄĒ predestinado ‚ÄĒ
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir!

Os marinheiros Helenos,
Que a vaga j√īnia criou,
Belos piratas morenos
Do mar que Ulisses cortou,
Homens que Fídias talhara,
V√£o cantando em noite clara
Versos que Homero gemeu …
Nautas de todas as plagas,
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do c√©u! …

III

Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais … inda mais… n√£o pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu a√≠… Que quadro d’amarguras!
√Č canto funeral! … Que t√©tricas figuras! …
Que cena infame e vil… Meu Deus! Meu Deus! Que horror!

IV

Era um sonho dantesco… o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros… estalar de a√ßoite…
Legi√Ķes de homens negros como a noite,
Horrendos a dan√ßar…

Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das m√£es:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilh√£o de espectros arrastadas,
Em √Ęnsia e m√°goa v√£s!

E ri-se a orquestra ir√īnica, estridente…
E da ronda fant√°stica a serpente
Faz doudas espirais …
Se o velho arqueja, se no ch√£o resvala,
Ouvem-se gritos… o chicote estala.
E voam mais e mais…

Presa nos elos de uma só cadeia,
A multid√£o faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!

No entanto o capit√£o manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
T√£o puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
“Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dan√ßar!…”

E ri-se a orquestra ir√īnica, estridente. . .
E da ronda fant√°stica a serpente
Faz doudas espirais…
Qual um sonho dantesco as sombras voam!…
Gritos, ais, maldi√ß√Ķes, preces ressoam!
E ri-se Satan√°s!…

V

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se √© loucura… se √© verdade
Tanto horror perante os céus?!
√ď mar, por que n√£o apagas
Co’a esponja de tuas vagas
De teu manto este borr√£o?…
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tuf√£o!

Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a f√ļria do algoz?
Quem s√£o? Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um c√ļmplice fugaz,
Perante a noite confusa…
Dize-o tu, severa Musa,
Musa lib√©rrima, audaz!…

S√£o os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus…
S√£o os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solid√£o.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem raz√£o. . .

São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe… bem longe v√™m…
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N’alma ‚ÄĒ l√°grimas e fel…
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael.

L√° nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram mo√ßas gentis…
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos v√©us …
… Adeus, √≥ cho√ßa do monte,
… Adeus, palmeiras da fonte!…
… Adeus, amores… adeus!…

Depois, o areal extenso…
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos… desertos s√≥…
E a fome, o cansa√ßo, a sede…
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p’ra n√£o mais s’erguer!…
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer.

Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d’amplid√£o!
Hoje… o por√£o negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar…
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar…

Ontem plena liberdade,
A vontade por poder…
Hoje… c√ļm’lo de maldade,
Nem s√£o livres p’ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
‚ÄĒ F√©rrea, l√ļgubre serpente ‚ÄĒ
Nas roscas da escravid√£o.
E assim zombando da morte,
Dan√ßa a l√ļgubre coorte
Ao som do a√ßoute… Irris√£o!…

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro… ou se √© verdade
Tanto horror perante os c√©us?!…
√ď mar, por que n√£o apagas
Co’a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borr√£o?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tuf√£o! …

VI

Existe um povo que a bandeira empresta
P’ra cobrir tanta inf√Ęmia e cobardia!…
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!…
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na g√°vea tripudia?
Sil√™ncio. Musa… chora, e chora tanto
Que o pavilh√£o se lave no teu pranto! …

Auriverde pend√£o de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperan√ßa…
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!…

Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas √© inf√Ęmia demais! … Da et√©rea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pend√£o dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!

Leia na integra acesse: www.franciscochagas.com.br

APROVAÇÃO DA PEC 301/2013 na CCJC

A PEC 301 ‚Äď Medicamentos Mais Baratos, de autoria do Deputado Federal Francisco Chagas, teve sua admissibilidade aprovada, na √ļltima ter√ßa-feira dia 12, na Comiss√£o de Constitui√ß√£o, Justi√ßa e Cidadania, da C√Ęmara do Deputados.

Parlamentares que se manifestaram durante a reuni√£o da CCJC, parabenizaram o Deputado Francisco Chagas pela apresenta√ß√£o da proposta. O Deputado pediu a palavra e justificou a apresenta√ß√£o dessa PEC: ‚ÄúEssa proposta vai ao encontro das manifesta√ß√Ķes de junho, pois as pesquisas divulgadas apontam a sa√ļde como o principal tema a ser enfrentado‚ÄĚ, argumentou o Deputado. Esclareceu ainda, que a aprova√ß√£o desta PEC vai beneficiar toda a popula√ß√£o brasileira, especialmente, a de menor poder aquisitivo.

¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† A proposta segue agora para uma Comiss√£o Especial, que ser√° criada pelo Presidente da C√Ęmara, onde ser√° analisado o m√©rito, e em seguida ser√° remetida ao Plen√°rio da C√Ęmara para vota√ß√£o.